o homem dos bigodeso mesmo todos os diase da bata semi-brancaa mesma de todos os diasimpassível aos olharesos mesmos de todos os diassobe e desce no buracoem qualquer diade onde renasce algo novoem qualquer diauma esperança em cada idaamanhã também é diaé esta sina que carregotodos os diasnas caixas que descarregotodos os diaspesadas de tantos anose tantos diasnão há sorte que mudeum só dia!...ou que o relógio do passeiocada diaacerte as minhas horase os meus diascrescem-lhe os bigodestodos os diase por mais que cresçamas horas no verãonão crescem os diasos seus diasos que passam não escondemas sombras dos diasmas ele não se escondena noite dos diascara fechada que escondeo escuro do diacom um sorriso respondeaos bons diase esconde as dorestodos os diasnas mãos da rotinade muitos diassão os mesmos degraustodos os diasé o mesmo o saláriode outros diaquando conta os degrausdia após diae à noite sonhacom todos os diasno buraco de onde saimais um diamorreu mais um sonhode mais um diapela manhã quando acordapara mais um diaque passe veloz é o desejooração de cada diae que a noite aconchegueo corpo do diadia a dia que passaé mais um diaentre a dor e a esperançade um novo diadesperta! força! e avançapara mais um diaamanhã também é! será?será... diadiferente no olhar distantedo dia?um dia novo? mais umou um novo dia...
Monday, March 11, 2013
todos os dias
Wednesday, March 6, 2013
Ler na Ferry Street
Pages of Ferry Street
Ler na Ferry Street - 2013
Ler na Ferry Street - 2013
21 de março - 6.30 pm
Dia Mundial da Poesia
Sport Club Português
Newark
Friday, February 22, 2013
Monday, February 11, 2013
Palavras
Palavras leva-as o ventoas minhas não leva, não!Foram criadas na Ruasemeadas nos canteiros,são flores que brotam do chão.Pelas janelas que abrimos,o tempo que lá vivemosnunca será tempo vão.Palavras ricas eu levodentro do meu coração.Esquecer-te? Não e não!Voltarei um dia? Sim!De saudades nos perdemos,e na rua nós seremospalavras de mão na mão!
Monday, January 14, 2013
primeiras neves
muitíssimas vezes na impossibilidade de dizer as boas palavras
numa composição que possa seduzir quem nos ouveprocuramos refúgio na escritaaqui temos abrigoacendemos o lume e acrescentamos o que podemos à evolução dosmundosos lábios que poderiam estar activos no acto da falasão uma fronteira entre a alma e as cinzaslá fora as primeiras neves
ABEL NEVES
In Deitar a Língua de Fora,Lisboa: Língua Morta, 2012
Thursday, January 3, 2013
... e renasce em cada ano
e renasce em cada ano
não há inverno que a cale
nem frio que a prenda
e à espera dos dias longos
que estalam na lareira
e lhe aquecem as saudades
quem pensar que não existe
entre uns tragos de ar frio
não saberá o que tem
de quente beber um copo
na companhia dos bons
amigos que vivem perto
porque a vida continua
na ferry street viva..
Subscribe to:
Posts (Atom)
